COMUNIDADES GUARANI DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE CONGRESSO DE SOCIOLOGIA NA UFSC

COMUNIDADES GUARANI DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE CONGRESSO DE SOCIOLOGIA NA UFSC

Participação indígena conta com exposição fotográfica e venda de artesanatos e ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis

 Representantes das comunidades Guarani da Grande Florianópolis participam do 19º Congresso Brasileiro de Sociologia, entre os dias 09 a 12 de julho de 2019, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Os indígenas integram a programação do evento através da 4ª Mostra Fotográfica Aranduá, no hall do Centro de Eventos da universidade; e da venda de artesanatos, que ocorre no hall do Centro de Ciências da Educação (CED).

A Mostra Fotográfica Aranduá é composta por imagens produzidas por indígenas das dez comunidades Guarani localizadas nos municípios de Palhoça, Biguaçu e Canelinha, na Grande Florianópolis, e é resultado de uma oficina de fotografia. A exposição é um convite para passear um pouco pela cultura Guarani, quase sempre invisível aos olhos das sociedades urbanas contemporâneas. Aranduá significa conhecimento/sabedoria na língua Guarani e expressa  exatamente o que se objetiva repassar: o conhecimento sobre a presença desse povo que possui características únicas em sua organização social, cultura religião e língua, possibilitando o protagonismo dos Guarani como fotógrafos dos seus modos de vida.

 A produção de artesanato é algo central na vida do povo Guarani e representa a sabedoria, a arte, os costumes e a tradição. É produzido por homens e mulheres e ensinado desde a infância através do uso de uma grande variedade de material vegetal extraído da mata existente nessas comunidades. É uma forma de transmitir o conhecimento universal, espiritual e cosmológico. Nhanderu (Deus) ensinou o artesanato para o povo Guarani antecipando a perda de seu território e, consequentemente, as mudanças no modo de vida após o contato com o juruá (não-indígenas). Atualmente, a venda do artesanato é, talvez, uma das formas de troca com os juruá mais conhecidas e uma das principais fontes de renda para esses Guarani.

 A participação dos indígenas ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis, como uma das medidas de compensação relativas aos impactos da obra – que é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul. O processo de licenciamento ambiental é conduzido pelo IBAMA com a participação da Funai, junto dos programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena. 

Agende-se

O quê: 4ª Mostra Fotográfica Aranduá e venda de artesanatos Guarani, durante o 19º Congresso Brasileiro de Sociologia, na UFSC

Quando:  09 a 12 de julho de 2019

Onde: 4ª Mostra Fotográfica Aranduá – no hall central do Centro de Eventos da UFSC e Venda de artesanatos – no hall do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC

Quanto: gratuito

Sobre o Contorno Viário de Florianópolis

O Contorno Viário de Florianópolis está sendo construído pela Arteris Litoral Sul com o objetivo de desviar o tráfego de longa distância da BR-101, na região de Florianópolis. Os estudos realizados preveem uma redução significativa na intensidade deste tráfego, melhorando a competitividade logística do Estado. O Contorno será uma rodovia classe zero, ou seja, um corredor expresso cuja velocidade operacional vai ser de 100 km/h em todo o percurso, com seis acessos por meio de trevos, quatro túneis duplos, sete pontes e mais de 20 passagens em desnível.

Saiba mais em www.contornodeflorianópolis.com.br

 

O empreendimento é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul e o processo de licenciamento ambiental da obra é conduzido pelo IBAMA e pela Funai e os programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena são desenvolvidos pela MPB Engenharia.

 

ALUNOS DE ENGENHARIA DA UNIVALI DE SÃO JOSÉ RECEBEM PALESTRA SOBRE AS OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO

ALUNOS DE ENGENHARIA DA UNIVALI DE SÃO JOSÉ RECEBEM PALESTRA SOBRE AS OBRAS DO CONTORNO VIÁRIO

Em evento da semana acadêmica, estudantes da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) tiveram a oportunidade de tirar dúvidas com o superintendente do Contorno

No dia 25 de junho, cerca de 20 estudantes dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Elétrica do campus de São José da Univali participaram de uma palestra sobre as obras do Contorno Viário de Florianópolis. O superintendente de investimentos do Contorno, Marcelo Módolo, apresentou o histórico, as características, andamento e desafios das obras da futura rodovia, além de responder às dúvidas dos alunos e professores.

Para a professora Denise Kronbauer, coordenadora dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Elétrica da instituição, este tipo de atividade é enriquecedora para os estudantes. “Os alunos hoje conseguiram ver um pouco na prática aquilo que estudam na teoria. Além disso, pela obra ser nossa vizinha e estar aqui ao lado fica ainda mais importante sabermos a dimensão do empreendimento e o que está acontecendo”, destaca a professora.

Marcelo Módolo explicou que no segundo semestre, quando o clima na região é mais seco, a ideia é abrir novamente a obra para visitas de grupos e assim colocar os estudantes em contato direto com as soluções de engenharia. “Já fizemos em outras ocasiões e pretendemos retomar as visitas para mostrar as técnicas utilizadas de acordo com as características do solo e projetos”, afirma o superintendente de investimentos do Contorno.

TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL SÃO PREMIADOS COM PASSEIO NO PARQUE DA SERRA DO TABULEIRO E PROJETO TAMAR

TRABALHOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL SÃO PREMIADOS COM PASSEIO NO PARQUE DA SERRA DO TABULEIRO E PROJETO TAMAR

Estudantes de duas escolas, de Governador Celso Ramos e São José, tiveram o passeio como premiação por terem os melhores trabalhos entre as escolas participantes

Cerca de 40 alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Alaíde da Silva Mafra, de Governador Celso Ramos, e da Escola de Ensino Fundamental Califórnia, de São José, foram os vencedores dos melhores projetos desenvolvidos em 2018 no âmbito do programa de Educação Ambiental do Contorno Viário. A premiação acontece desde 2015, primeiro ano de implantação do programa, e busca incentivar as escolas e estudantes a criarem ações criativas que envolvam o que foi trabalhado em sala de aula.

Neste ano, os prêmios foram visitas a dois destinos educativos diferentes. A turma da Escola de Ensino Fundamental Califórnia, de São José, fez um passeio na trilha do Centro de Visitantes do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, localizado em Palhoça. Já os alunos da Escola Municipal Professora Alaíde da Silva Mafra, de Governador Celso Ramos, visitaram em Florianópolis o Projeto Tamar, que desenvolve ações de proteção das tartarugas marinhas no Brasil. Os passeios aconteceram no último mês de maio.
Para a professora Maria Alzira dos Santos, da Escola Municipal Professora Alaíde da Silva Mafra, a Educação Ambiental do Contorno contribui para que as crianças cresçam aprendendo a proteger o meio ambiente. “Tanto os projetos desenvolvidos em sala ao longo do ano passado como essa premiação com a visita ao Tamar vão ajudando a construir um senso de conscientização nas crianças.”, destacou a educadora de Governador Celso Ramos.

A professora Geisicleia de Assis Vieira Marques, da Escola de Ensino Fundamental Califórnia, de São José, foi responsável por conduzir os alunos no desenvolvimento de um dos projetos vencedores. Para a professora, todo o trabalho de educação ambiental desenvolvido mostra que quando se faz uma obra como o Contorno não se está simplesmente tirando os recursos do Meio Ambiente, mas também está se executando formas de compensar. “Vemos o trabalho de educação ambiental, os projetos de outros programas, o plantio de mudas e outras ações e isso é repassado aos alunos para que vejam que existe compensação. Além disso, esse passeio de hoje proporciona ensinamento aos estudantes que vão além e complementam aqueles que passamos na escola”, explicou.

A Educação Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis é desenvolvida pela equipe de Meio Ambiente da Autopista e pela empresa terceirizada Avistar Engenharia. Este ano, o Programa de Educação Ambiental tem como temática central a Cultura Indígena e os Povos Tradicionais do Brasil. As ações estão sendo desenvolvidas em dez unidades de ensino.

COMUNIDADES GUARANI DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

COMUNIDADES GUARANI DA GRANDE FLORIANÓPOLIS PARTICIPAM DE SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Participação indígena conta com apresentação dos corais das aldeias de Itanhaém e M’Biguaçu e exposição de fotos. Evento ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis

 Representantes das comunidades Guarani da Grande Florianópolis participam do 10º  Seminário de Educação Ambiental GTEA/RH08: “Cultura Indígena e educação ambiental: o olhar dos povos indígenas sobre o processo educativo”, no dia 03 de junho de 2019, no auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis. Os indígenas também integram a programação do evento através da apresentação dos corais Kyringue nheengatu, da aldeia de Itanhaém, e Yvytchin ovy, da aldeia de M’Biguaçu.

O seminário é organizado pelo Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Região Hidrográfica 08 de Santa Catarina, das bacias dos rios Tijucas, Biguaçu, Cubatão do Sul e Rio da Madre.  

 A viabilização para a apresentação dos corais Guarani e a participação dos indígenas ocorre no âmbito do processo de licenciamento ambiental do Contorno Rodoviário de Florianópolis, como uma das medidas de compensação relativas aos impactos da obra – que é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul. O processo de licenciamento ambiental é conduzido pelo IBAMA com a participação da Funai, junto dos programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena. 

 Agende-se

O quê: apresentação dos corais das aldeias de Itanhaém e M’Biguaçu e participação das comunidades Guarani da Grande Florianópolis no X Seminário de Educação Ambiental GTEA/RH08: “Cultura Indígena e educação ambiental: o olhar dos povos indígenas sobre o processo educativo”

Quando: 03 de junho de 2019

Onde: no auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina

Quanto: gratuito

 Sobre o Contorno Viário de Florianópolis

O Contorno Viário de Florianópolis é importante não só para a região da Grande Florianópolis, mas também para toda região Sul do país e para o Mercosul. A nova rodovia terá 50 quilômetros de pista dupla, passando por Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e Palhoça e, segundo estudos, irá desviar 20% do tráfego da BR-101/SC na região da Capital Catarinense. Atualmente, a concessionária trabalha em 36 dos 50 quilômetros, com obras nos Trechos Norte e Intermediário.

 O empreendimento é de responsabilidade da Arteris Litoral Sul e o processo de licenciamento ambiental da obra é conduzido pelo IBAMA e pela Funai e os programas socioambientais que compõem o Plano Básico Ambiental Indígena são desenvolvidos pela MPB Engenharia.

 

 

INDÍGENAS VISITAM ILHA DO CAMPECHE

INDÍGENAS VISITAM ILHA DO CAMPECHE

Atividade busca contribuir no fortalecimento da identidade cultural e resgate histórico dos povos indígenas

Um grupo de 38 indígenas das dez aldeias que fazem parte do Componente Indígena do Plano Básico Ambiental (PBA) do Contorno Viário de Florianópolis visitou na quarta-feira, 3 de abril, a Ilha do Campeche, em Florianópolis. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Ilha é considerada Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional e possui a maior concentração de oficinas líticas e gravuras rupestres do litoral brasileiro.

A atividade é uma das ações previstas no Componente Indígena e consiste na organização de visitas em locais de relevância que tenham vestígios rupestres em Santa Catarina. Outras duas atividades semelhantes já foram realizadas, uma no Museu Arqueológico ao Ar Livre do Costão do Santinho, também em Florianópolis, e outra no Museu Arqueológico de Sambaqui, de Joinville.

“O objetivo de atividades como esta é fornecer subsídios para que os indígenas fortaleçam sua identidade cultural por meio de ações que propiciem o resgate histórico de ocupação dos seus povos”, explica Daniela Bussmann, Coordenadora Ambiental da Arteris Litoral Sul.

A escolha dos membros das aldeias que participam das visitas é feita pelas próprias lideranças indígenas, buscando indicar aqueles que possam agir como agentes multiplicadores de informações, repassando dentro das aldeias os conhecimentos obtidos nas atividades.

O Componente Indígena do Plano Básico Ambiental (CI-PBA) é um programa integrante do processo de Licenciamento Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis como medida de mitigação e compensação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Compreende *10 comunidades indígenas da região da Grande Florianópolis. As medidas que estão sendo colocadas em prática têm o objetivo de evitar, reduzir e compensar impactos socioambientais da implantação e operação da nova rodovia sobre estas comunidades indígenas na área de influência do empreendimento.

* Áreas indígenas que compõem o CI-PBA: M’biguaçu, Morro dos Cavalos, Amaral, Itanhaém, Massiambu, Praia de Fora , Cambirela, Amâncio, Canelinha e Praia de Fora 1.

 

CULTURA INDÍGENA É TEMA DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CONTORNO VIÁRIO EM 2019

CULTURA INDÍGENA É TEMA DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO CONTORNO VIÁRIO EM 2019

Planejamento foi definido com as Secretarias Municipais de Educação do entorno das obras. Dez escolas serão contempladas.

A equipe de Educação Ambiental do Contorno Viário de Florianópolis reuniu-se com as Secretarias Municipais de Educação de Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e Palhoça para apresentar os resultados obtidos em 2018 e definir o planejamento de ações para 2019. No último ano, cerca de três mil pessoas foram alcançadas pelas ações promovidas pela Arteris Litoral Sul, responsável pelas obras. O público é formado por professores, alunos e pais de escolas da região afetada, além de moradores do entorno.

Em 2019, o Programa de Educação Ambiental terá como temática central a Cultura Indígena e os Povos Tradicionais do Brasil. As ações serão desenvolvidas em dez unidades de ensino. São previstas oficinas e campanhas de conscientização, além de eventos de premiação como reconhecimento a boas práticas. A estimativa é que o público alcançado seja de quase quatro mil pessoas.

O Programa é desenvolvido desde 2014 e provoca mudanças no comportamento do público alvo em relação ao meio ambiente. “As ações desenvolvidas até hoje já nos mostraram uma considerável mudança, principalmente no que se refere à conscientização sobre separação e reaproveitamento de resíduos. Tivemos projetos muito positivos: transformação de geladeira em “Geladeiroteca”, para expor livros em sala de aula, construção de “Sofá Ecológico” com garrafas PET e uma escola que implantou a coleta seletiva buscando também ser ponto de coleta da comunidade”, comenta a Coordenadora de Meio Ambiente da Arteris Litoral Sul, Daniela Bussmann.

Outro resultado apontado por Daniela é a aproximação entre os temas abordados pela educação ambiental e os conteúdos trabalhados pelas escolas dentro e fora de sala de aula. “As mostras pedagógicas e as Feiras de Ciências vêm demonstrando, a cada ano, uma maior interface entre os temas abordados pela Educação Ambiental e as atividades curriculares”.

Confira as escolas que serão contempladas com as ações em 2019:

Em Governador Celso Ramos: E.M.P. Miguel Pedro dos Santos e E.M.P. Alaíde da Silva Mafra

Em Biguaçu: E. B. M. P. Manoel Roldão e G. E. M. P. Celina Dias da Cunha

Em São José: C. E. M. Santa Ana, E. E. F. Califórnia e C. E. M. Santa Terezinha

Em Palhoça: E. R. P. Daniel Carlos Weingartner, G. E. Prof. Najla Carone Guedert e E. Reunida Manoel da Silva