AUTORIDADES VISITAM OBRAS DO CONTORNO RODOVIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS

Arteris
AUTORIDADES VISITAM OBRAS DO  CONTORNO RODOVIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS

Grupo composto por 60 pessoas, entre lideranças políticas e imprensa, percorreu boa parte da extensão da obra, conhecendo de perto os desafios de engenharia do Contorno de Florianópolis

Uma comitiva de autoridades regionais e integrantes da imprensa passou a tarde desta segunda-feira (9.07) conhecendo em profundidade os detalhes das obras do Contorno Viário de Florianópolis, obra que faz parte da concessão da Arteris Litoral Sul e que está em plena execução, contando atualmente com a força de trabalho de mais de mil pessoas. O grupo percorreu os 70% de extensão do empreendimento que estão com obras, ou seja, passaram por 34 dos 50 quilômetros totais da futura rodovia. A visita foi organizada em conjunto pela Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa de Santa Catarina e pela Litoral Sul.

O roteiro partiu do escritório da concessionária em São José, dedicado com exclusividade para as operações referentes ao Contorno, e seguiu pelas obras nos trechos Intermediário e Norte. Ao longo de quase quatro horas, o grupo formado por prefeitos, vereadores, entidades, deputado estadual e imprensa fez uma imersão dos detalhes técnicos da obra do Contorno, tirando dúvidas e conferindo a evolução do empreendimento entre os municípios de Palhoça, São José e Biguaçu.

Para o diretor superintendente da Arteris Litoral Sul, André Bianchi, uma visita técnica como a realizada nesta segunda é de extrema importância, pois é uma oportunidade de mostrar como a obra já avançou e consequentemente corroborar o compromisso da concessionária em entregar o Contorno. “Diferentemente de outras obras de infraestrutura, a característica do Contorno, como uma rodovia, exige que sejam percorridas as várias frentes em obras para que se possa acompanhar a dimensão do processo, o avanço conquistado e o esforço empregado em sua execução. As visitas técnicas nos dão essa oportunidade de mostrar as técnicas de engenharia, a complexidade do projeto, explicar em detalhes o que está sendo feito em cada trecho e reforçar o caráter prioritário do Contorno para a Arteris”, destacou.

Emissão de licenças será prioridade

Durante a atividade, o grupo de 60 participantes da visita recebeu em primeira mão da concessionária a informação da entrada do processo de licenciamento ambiental do trecho ainda pendente de licença de instalação do Contorno – os últimos 3,5 quilômetros finais da rodovia – na lista de prioridades do Ministério da Casa Civil e do IBAMA, juntamente com os esforços que já são empreendidos pela ANTT, na liberação destes licenciamentos que ainda faltam.

“Recebemos essa correspondência da diretoria do Departamento de Gestão Ambiental e Desapropriação do Ministério dos Transportes no último dia 28 de junho e estamos confiantes de que o processo de avaliação e a consequente emissão da licença pendente serão resolvidos em breve. Não temos dúvida de que o Fórum Parlamentar Catarinense e sua atuação ativa nas instâncias do Governo Federal foi o responsável por esse decisivo encaminhamento”, destaca Bianchi.

Desafios da engenharia

O superintendente de investimentos do Contorno, o engenheiro Marcelo Modolo, explicou durante a visita que um dos maiores compromissos da Arteris está em conferir o máximo de qualidade ao trabalho executado nas obras, buscando a entrega de uma rodovia segura, durável e altamente tecnológica aos usuários. “Estamos fazendo um pavimento que esteja adequado pelos próximos 50 anos”, ressaltou, destacando ainda que o projeto conta com 26 obras de arte de engenharia, que são determinados tipos de construção que precisam de especialização, como trevos, pontes, viadutos e túneis.

Uma das técnicas de engenharia desenvolvidas no Contorno é a utilização de geodrenos, um material drenante necessário para dar mais estabilidade à pavimentação e assim conquistar um resultado em apenas nove meses, em vez de dois a quatro anos. “Com essas técnicas conseguimos adiantar o processo de aterramento, que naturalmente levaria até quatro vezes do tempo para acontecer”, pontua Marcelo. Nas obras do Contorno, está prevista a utilização de 2,5 milhões de metros de geodrenos, que são espécies de cânulas utilizadas para retirar a água presente no subsolo e conferir maior estabilidade à superfície durante as etapas de terraplagem.