MONITORAMENTO ARQUEOLÓGICO ACOMPANHA AS NOVAS FRENTES DE OBRAS

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MONITORAMENTO ARQUEOLÓGICO ACOMPANHA AS NOVAS FRENTES DE OBRAS

Trabalho é desenvolvido nas novas frentes, em Biguaçu, além de acompanhar os trabalhos em todos os pontos de obras

O monitoramento arqueológico é o acompanhamento, por parte da equipe de arqueólogos, das ações de implantação de um empreendimento. É realizado em áreas com potencial presença de sítios arqueológicos, constatados ainda no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ou mesmo durante o período que antecede o início de obras. As novas frentes recém iniciadas em Biguaçu estão recebendo as equipes que fazem um “pente-fino” para avaliar se algum sítio pode estar nas áreas que estão recebendo os 16 quilômetros de novas obras.

Nas obras do Contorno Viário de Florianópolis, durante a execução do EIA e logo após, no desenvolvimento da prospecção arqueológica, foram identificados cinco sítios arqueológicos, cujos materiais coletados antes do início das obras foram encaminhados para o laboratório de Arqueologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), localizada em Criciúma. Além dos cinco sítios, foi ainda identificado um sexto, ‘batizado’ de Sítio Pedra Branca I. Neste último, localizado em Palhoça, cerca de 130 peças foram coletadas durante o período de resgate.

Segundo Daniela Bussmann, Coordenadora de Meio Ambiente da Autopista Litoral Sul, os arqueólogos envolvidos na construção do Contorno acompanham todas as fases da obra. “Desde antes da supressão até o início das obras, é monitorado o solo nos trechos para ver se são encontrados resquícios ou algum artefato que precisa ser resgatado”. Ela explica que é raro encontrar algo em trechos em que já foram iniciadas as obras de terraplanagem e escavações, por exemplo. “É uma chance quase nula, mas quando está ainda nessa fase de abertura de obras podemos ainda encontrar algo”, argumenta.

O trabalho de campo inicial é realizado por uma equipe formada por cinco pessoas. “Temos um supervisor (arqueólogo), dois especialistas em arqueologia e dois técnicos na área. Além de fazer o monitoramento, eles também são responsáveis em treinar os trabalhadores das obras e difundir as informações da região em escolas próximas, por meio da Educação Patrimonial”, destaca Bussmann.