PROJETO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL JÁ RETIROU MAIS DE 30 MIL ÁRVORES EXÓTICAS DA BAIXADA DO MACIAMBU

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PROJETO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL JÁ RETIROU MAIS DE 30 MIL ÁRVORES EXÓTICAS DA BAIXADA DO MACIAMBU

Por não serem nativas, espécies exóticas impedem o desenvolvimento das plantas silvestres e ainda interferem no ciclo de vida dos animais nativos da Mata Atlântica

Há um ano teve início um trabalho único na região da Baixada do Maciambu, em Palhoça, parte importante do ecossistema da maior unidade de conservação de Santa Catarina, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (PEST). O Viva Restinga – Projeto de Restauração da Baixada do Maciambu foi lançado em abril de 2017 e é uma ação coordenada pela Arteris Litoral Sul por meio de uma compensação ambiental proveniente da implantação das obras do Contorno Viário de Florianópolis.

No período de 12 meses, o trabalho em desenvolvimento já fez a derrubada e o arranquio de 32.404 árvores exóticas, principalmente pinus, a principal espécie invasora da área.  Por não ser nativo, o pinus impede o desenvolvimento das plantas silvestres e ainda interfere no ciclo de vida dos animais nativos da Mata Atlântica.

Para Daniela Bussmann, coordenadora de Meio Ambiente das obras do Contorno, o Viva Restinga é um dos mais importantes projetos entre todas as ações que englobam os 13 programas ambientais executados no âmbito das obras da nova rodovia. “A Baixada do Maciambu é uma área extremamente importante do ecossistema do PEST e sem dúvida este projeto tem um destaque especial entre as ações que executamos. Nossa expectativa para 2018 é iniciar em breve o plantio e que essas mudas se desenvolvam para recompor o local, tão necessário para o equilíbrio do Meio Ambiente da região”, destacou Daniela.

São cerca de 15 profissionais diretamente envolvidos na recuperação e recentemente a equipe concluiu o controle da vegetação exótica das árvores adultas, seguindo agora com a atividade chamada de controle da regeneração, fase que demanda cuidado e atenção do grupo que atua no campo, pois o renascimento de espécies exóticas como o pinus é bastante persistente.

Segundo o biólogo Felipe do Vale, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), consultoria ambiental contratada pela concessionária para executar o trabalho, o pinus além de ser encontrado com maior frequência na área em recuperação é a espécie mais agressiva. “Para fazer o trabalho de supressão das exóticas usamos técnicas como o corte na base, o anelamento de algumas árvores selecionadas para formação de poleiros secos (que funcionam como abrigo de animais) e o arranquio manual de árvores ou arbustos de pequeno porte, todas as técnicas junto com um detalhado monitoramento para evitar possível rebrota”, explicou.

Quase 7 mil mudas cultivadas para o plantio de nativas

Outro foco de trabalho do Viva Restinga neste momento é a preparação para o plantio de flora nativa. Para isso, já foram produzidas em viveiro 6.807 mudas, desenvolvidas a partir de sementes nativas coletadas na própria área. O trabalho consistiu em catalogar 251 árvores matrizes, que compõem 34 espécies nativas da restinga. Até o momento, um total de 136 coletas já foram realizadas, representando 33 espécies.

“A coleta de sementes de matrizes do próprio Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é uma medida adotada para que as mudas usadas sejam autóctones, ou seja, que ocorrem naturalmente no local, evitando a introdução de genes não compatíveis aos existentes na região ou até mesmo subespécies de um de determinado gênero”, detalha o biólogo Felipe.

Sobre o Contorno Viário de Florianópolis A nova rodovia terá 50 quilômetros de pista dupla, passando por Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e Palhoça e, segundo estudos, irá desviar 20% do tráfego da BR-101/SC na região da Capital Catarinense. Uma obra importante não só para a região da Grande Florianópolis, mas também para toda região Sul do país e para Mercosul.

Sobre a Arteris Litoral Sul – Concessionária responsável, desde 2008, pelo trecho entre Curitiba (PR) e Palhoça (SC) formado pelo Contorno Leste de Curitiba e pelas BRs 376 e 101. Durante os 25 anos do contrato de concessão, serão investidos R$ 5,6 bilhões em melhorias no trecho, incluindo a operação das rodovias. A Autopista Litoral Sul, com sede social localizada na cidade de Joinville (SC), local para onde deverão ser encaminhadas todas as comunicações legais, se constitui em pessoa jurídica distinta de Arteris S.A. (sua controladora societária). A companhia mantém programas permanentes de conscientização e recebeu, em 2016, o Prêmio DENATRAN de Educação no Trânsito, com o Projeto Escola Arteris, programa com foco na humanização do trânsito por meio da cidadania, ética e convívio social. Saiba mais: www.arteris.com.br.